Trata-se de unidade de conservação de proteção integral localizada no município de Bauru, Estado de São Paulo, com área de 287,98 hectares, que foi criada “com a finalidade de proteção ao ambiente natural, a realização de pesquisas básicas e aplicadas e ao desenvolvimento de programas de educação conservacionista”.
Consta no Plano de Manejo da U.C. que “A Estação Ecológica de Bauru preserva uma amostra da Mata Atlântica, que, embora pequena, é a única em uma região muito devastada em conseqüência da ocupação agropecuária. A vegetação predominante na Unidade de Conservação é a floresta estacional semidecidual submontana (IBGE 1992), que ocupa 90% da área. Este é o remanescente que melhor representa os ecossistemas da floresta tropical que ocupavam boa parte do município e da região antes da colonização. Assim, a unidade reveste-se de extrema importância para a educação voltada às disciplinas que tratam das ciências da natureza (Ciências, Biologia, Ecologia, Geografia etc.), sendo um espaço extremamente valioso para a transmissão dos conhecimentos sobre os recursos naturais e sua conservação, através de um programa de Educação Ambiental que possa atender a diferentes públicos”.
Consta, ainda, ter sido “Registrada a ocorrência de 193 espécies de vertebrados, sendo 18 pertencentes à mastofauna, 147 à avifauna e 28 à herpetofauna, havendo cinco espécies ameaçadas e quatro espécies exóticas”. Algumas delas: a jaguatirica Leopardus pardalis, o veado-mateiro Mazama americana, a perdiz Rhynchotus rufescens, a águia-cinzenta Harpyhaliaetus coronatus e a juriti-roxa Geotrygon violácea”.
No tocante a flora, o Plano de Manejo relaciona “a aroeira Myracrodruon urundeuva, a peroba Aspidosperma polyneuron, o palmito Euterpe edulis, a cabreúva Myroxylon peuriferum, o cedro Cedrela fissilis, o pau-marfim Balfourodendron riedelianum o jacarandá-paulista Macherium villosum, o amendoim Pterogyne nitens, a canela-preta Ocotea catharinensis, a mamica-de-porca Zanthoxylum petiolare, o algodoeiro Christiana macrodon, o guabiju Myrcianthes pungens, além do guarantã Esembeckia leiocarpa e do jequitibá Cariniana legalis, que foram plantados no local), consideradas ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo ou no país, que tornam a UC relevante também pela sua contribuição na conservação dessas espécies, em escalas que transcendem os limites da área protegida”.
Em 06 de junho de 1.961, através do Decreto Estadual nº 38.424, foi criada a Reserva Estadual de Bauru. Posteriormente, em 12 de março de 1.987, a área foi transformada em Estação Ecológica pelo Decreto Estadual nº 26.890. Em 26 de agosto de 1.997, através da Lei Estadual 9.721, a denominação da U.C. foi mudado para Estação Ecológica Sebastião Aleixo da Silva, nome do antigo proprietário da área, mas a expressão ESEC de Bauru continuou sendo utilizada por ser a mais popular.
“A Estação Ecológica de Bauru (EEcB) não possui corpo de funcionários nem equipamentos ou infra-estrutura próprios. Na Unidade existem apenas aceiros, estradas internas e cercas nas divisas com propriedades particulares. Atualmente a área está sob gestão compartilhada entre a Fundação Florestal e o Instituto Florestal. Os serviços e infra-estrutura que atendem à unidade desde a sua criação são da Estação Experimental de Bauru (Instituto Florestal)”.
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PLANO DE MANEJO DA ESEC BAURU
http://fflorestal.sp.gov.br/files/2012/01/EEBauru/Resumo%20Executivo.pdf
ESTUDO DA HIDROLOGIA SUPERFICIAL DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE BAURU COMO CONTRIBUIÇÃO À ELABORAÇÃO DE SEU PLANO DE MANEJO, por Francisco Carlos Soriano Arcova; Valdir de Cicco; Maurício Ranzini; João Batista Amaro dos Santos & Lívia Fagnani Sanchez de Souza.